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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Beata Albertina Berkenbrock


A Beata Albertina Berkenbrock nasceu em 11 de abril de 1919, na Vila de São Luís, paróquia São Sebastião de Vargem do Cedro, município de Imaruí, no Estado de Santa Catarina. Filha de um casal de agricultores, Henrique e Josefina Berkenbrock, teve mais oito irmãos e irmãs. Foi batizada no dia 25 de maio de 1919, crismada em nove de março de 1925 e fez a primeira comunhão no dia 16 de agosto de 1928.
Aos 12 anos de idade, no dia 15 de junho de 1931, às 16 horas, foi assassinada porque quis preservar a sua pureza espiritual e corporal e defender a dignidade da mulher, por causa da fé e da fidelidade a Deus.
Recusa-se aos convites eróticos de Maneco Palhoça, conhecido na Vila de São Luís e que já havia abusado de outra garota. Como era alta e forte, Albertina luta com o homem, que, por vingança, afunda um canivete no pescoço da jovem e a degola.
O martírio e a fama de santidade espalharam-se rapidamente de maneira clara e convincente. Na Diocese de Tubarão, é conhecida pelo povo como “a nossa Albertina”. A Beatificação de Albertina aconteceu em 20 de outubro de 2007, em frente à Catedral da Diocese de Tubarão. A celebração eucarística foi presidida pelo então prefeito da Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano, Cardeal José Saraiva Martins.
Agora, alguns possíveis milagres já estão sendo acompanhados em sondagem com Roma, mas ainda estão na fase de comprovação médica. “Esperamos que até o final do ano tenhamos algum sinal verde para os encaminhamentos finais serem apresentados. Com a comprovação de um milagre será possível, então, apresentá-la como santa de devoção ao mundo inteiro”, indica padre Sérgio.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Beato Isidoro Bakanja


Isidoro nasceu em Congo na cidade de Bokendela em torno de 1890. Nascido  no seio de uma família pobre da tribo Boangi, trabalhava na lavoura desde pequeno. Na adolescência conheceu a religião cristã, se converteu e virou devoto de Maria Santíssima se batizando em 06 de maio de 1906. Nessa ocasião recebeu de presente um rosário e o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo de missionários carmelitas.  Ele conheceu a história do Escapulário e contava a todos os irmãos africanos, estes por sua vez chamavam Isidoro de o "Leigo do Escapulário", pela vocação ao apostolado.

Muito devoto da Virgem Maria, alegremente rezava e cantava enquanto trabalhava. Isidoro trabalhou numa plantação que pertencia a um colonizador belga, ateu, que não suportava os africanos cristãos. Isidoro, no entanto, nunca escondeu que era cristão, usava o Escapulário com fé e devoção. Trabalhava duro e produzia bem, mas era cada vez mais perseguido. Foi impedido de rezar em voz alta pelo colonizador belga enquanto trabalhava, resolveu então deixar a plantação, mas foi proibido de voltar para casa, e o ordenaram que jogasse fora o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, sinal de sua fé. Como Isidoro recusou, foi chicoteado pelo próprio belga até ter suas costas transformadas em uma grande chaga. A ferida infeccionou e ao longo de seis meses Isidoro viveu um calvário de sofrimentos.

Morreu entre seus irmãos africanos, com o rosário nas mãos e o Escapulário em seu pescoço. Perdoou e prometeu rezar pelo colonizador belga ao ingressar no céu. Foi o que disse antes de entregar sua alma ao Pai, envolto em seu pequeno "hábito de carmelita" em 15 de agosto de 1909.

Em 1994 O Papa João Paulo II beatificou esse jovem africano cristão que chamou de: o "Mártir do Escapulário". O Beato Isidoro Bakanja é celebrado no dia de sua morte. O seu testemunho fez florescer muitas obras de caridade promovidas pelos leigos carmelitas e devotos do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo em todos os continentes.

Oração:                                                                                                                     
Que a exemplo de vossa fé, sejamos fortalecidos diante das adversidades da vida e entregues à proteção da Virgem Maria, nossa Mãe. Amém.

Bem-Aventurado Isidoro Bakanja, rogai por nós!


quinta-feira, 9 de maio de 2013

BEATA LAURA VICUÑA



Ocorria que no ano de 1891 na cidade de Santiago, capital do Chile, estava sendo palco da sangrenta e terrível guerra civil.
Foi, justamente, neste cenário que veio ao mundo uma bela menina, filha do soldado José Domingos Vicuña e de Mercedes Pinto, era o dia 05 de abril de 1891, exatamente a 3 meses do início da guerra.
O pai de Laura estava nos campos de batalha quando sua esposa foi obrigada a fugir do Chile, indo se alojar no outro lado dos Andes em La Lajas na Argentina. Lá, no outro lado, a mãe e filha estariam protegidas.
Em pouco tempo, dona Mercedes receberia a triste notícia da morte de seu esposo. A notícia veio acompanhada de preocupações, afinal, como sobreviveriam?
Não se sabe por que razão, talvez pela necessidade ou outro motivo qualquer, o fato é que dona Mercedes torna-se amante de um argentino chamado Manuel Mora.
No ano de 1900 a pequena Laura inicia os seus estudos no colégio das irmãs Salesianas, filhas de Maria Auxiliadora. Foi com certeza, o tempo mais feliz de sua vida.
Foi com a mesma felicidade que no dia 02 de junho de 1901, recebeu Jesus Eucarístico pela primeira vez. O dia de sua primeira comunhão marcou de tal forma a sua vida que escreveu, em um pequeno caderno, o seu propósito de vida: “Oh meu Jesus, eu quero te amar e te servir por toda a minha vida.”
Quando completou 10 anos de idade manifestou, para as filhas de Maria Auxiliadora, o desejo de se tornar uma religiosa, uma irmã Salesiana. Feito o pedido, o senhor Bispo pediu que ela aguardasse um pouco mais.
Laura era uma menina meiga e graciosa, e numa de suas férias em casa da mãe e do padrasto, percebe o olhar malicioso do mesmo e por várias vezes teve que repelir suas investidas.
Com o tempo percebe que sua mãe sofre maus tratos do padrasto e cada vez mais deseja se tornar religiosa e servir e amar unicamente a Jesus.
Na solenidade da Imaculada Conceição, em 08 de dezembro de 1901, recebe a fita de admissão como Filha de Maria. Estava a um passo de entrar para a congregação Salesiana.
Quando a pequena Laura percebeu que sua mãe, que ela amava muito, vivia em situação de pecado, ofereceu-se a Deus pela conversão dela, Intensificou sua vida de oração e suas penitencias.
Já no final do ano de 1903, Laura é obrigada a voltar para a casa pois estava muito doente, sua mãe era só cuidados com a filha.
No dia 14 de janeiro de 1904, Manuel Mora, chegou bêbado em casa e com palavrões e ofensas parte para cima da mãe e da filha. Apesar da fraqueza, Laura tentou fugir de casa, porém seu padrasto a agarrou e começou a espancá-la, sem dó nem piedade, Laura caiu inconsciente.
A jovem Laura Vicuña, vendo que seus dias estavam para terminar, chama a sua mãe, e segurando em suas mãos; exclama: “Mãe, eu estou morrendo! Pedi a Jesus e faz tempo, oferecendo-lhe a minha vida por ti, para obter a tua conversão e a tua volta para Deus... mamãe, antes da morte não terei a alegria de ver-te arrependida?”
Dona Mercedes, em lágrimas, beija as mãos da filha e promete mudar de vida, e voltar para Deus.
Com esta alegria entregou sua alma ao Senhor, era a noite de 22 de Janeiro de 1904, Laura estava com 13 anos.
Seus restos mortais encontram-se na Capela das Filhas de Maria Auxiliadora em Bahia Blanca na Argentina.
Foi beatificada pelo Papa João Paulo II, em 1988. Laura Vicuña é invocada como padroeira das pessoas que são vítimas de maus tratos pelos parentes.
Laura Vicunã, carta de amor e de sacrifício, ternura de Deus e modelo para os nossos adolescentes e jovens.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Beato Adílio Daronch



Amigo de Cristo! 
Adílio Daronch, nasceu numa família de modestas condições sociais e que viveu numa localidade então isolada no interior do Brasil e faleceu aos dezesseis anos, não ficaram traços documentais significativos; mas a recordação de duas de suas irmãs e de algumas pessoas que o conheceram, assim como a do seu bárbaro assassínio, fizeram com que o seu nome e a sua história fossem conhecidas não somente por tantos fiéis que vão em peregrinação a Nonoai, mas continuam a suscitar o interesse dos meios de comunicação e por conseguinte de muitas pessoas.
Adílio Daronch nasceu a 25 de Outubro de 1908 em Dona Francisca (Brasil). Em 1913 a família, que era muito unida e profundamente religiosa, transferiu-se para Nonoai.
A família Daronch se destacava na prática da caridade e colaborava muito com o Pe. Manuel o ajudando na missa. Desde cedo Adílio gostava dos serviços da Igreja principalmente de ajudar o padre na missa; conta uma das suas irmãs:  “Adílio gostava muito de rezar e acompanhar o Pe. Manuel. Tinha o hábito de ajudá-lo nas missas”.
Adílio era um menino alegre, embora tivesse um temperamento muito reservado. Gostava de futebol e desde pequeno se destacava pela sua liderança inata, ponteando os jogos e orientando os colegas nas conduções das diversões, porém , não descuidava do serviço acólito. Levava a sério sua missão. Com o passar do tempo auxiliava o Pe. Manuel nas missões pelo interior.
No dia 21 de Maio de 1924 morreu assassinado, juntamente com o Pe. Manuel Gómez González, por obra de alguns revolucionários que encontraram na estrada durante uma viagem para visitar as comunidades cristãs mais distantes.
As peregrinações a Nonoai foram aumentando e os dois mártires do Alto Uruguai tornaram-se cada vez mais conhecidos e venerados. Dessa maneira teve início o processo de beatificação.
Oração
Que a exemplo de vossas virtudes, sejamos recebidos entre os amigos de Cristo, nesta vida e na que há vir! Amém.